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Como escrever cartas

AS REGRAS DE CORTESIA


SEGUNDA PARTE
Da cortesia nas ações comuns e ordinárias


CAPÍTULO X

Das cartas

Visto que um cristão deve procurar não fazer visitas inúteis, a cortesia exige também que procure não escrever cartas além das que parecem ser necessárias.

Há três espécies de cartas em relação às pessoas, pois, ora se escreve a seus superiores, ora a seus iguais e ora a seus inferiores. Há também três espécies em relação ao que se escreve: cartas de negócios, cartas familiares e cartas de parabéns. Todas essas espécies de cartas exigem cada uma seu estilo e seu jeito particular.

As que se dirigem a seus superiores devem ser muito respeitosas; as dirigidas aos iguais devem ser educadas e manifestar sempre consideração e respeito; as dirigidas a seus inferiores devem externar sinais de afeto e bondade.

Ao escrever uma carta de negócios, é preciso primeiro entrar no assunto, usar termos próprios para aquilo de que se fala e se explicar claramente e sem confusão. Quando se for falar de um negócio, convém escrever por artigos para tornar mais claro o que se tem a dizer e para que seu estilo seja sem rodeios. As cartas familiares também devem ter o mesmo estilo que se usa na conversa, contanto que seja correto, e é preciso dar-se a entender como se estivesse falando.

As cartas de parabéns devem ser educadas e obsequiosas e não ser mais longas do que os cumprimentos que se tem obrigação de apresentar.

Quando se escreve a uma pessoa de posição superior é mais respeitoso usar um papel grande e sempre folha dupla, seja quem for o destinatário. Para escrever bilhetes pode-se usar papel pequeno, mas sempre folha dupla.

Todas as cartas começam com a palavra:

Senhor, ou Meu Senhor; e ao escrever a uma mulher ou a uma senhorita, por estas: Senhora, ou Senhorita. Ao escrever para o próprio pai, usam-se os seguintes termos: Senhor, meu querido Pai; e estas palavras: Senhor ou Senhora, etc. devem ser escritas sem

abreviações ao longo de toda a carta, pois do contrário seria falta de respeito. O termo Senhor, escrito sozinho no alto da carta, do lado esquerdo e entre esta palavra Senhor e o início da carta deve-se deixar o espaço de várias linhas em branco, mais ou menos de acordo com a posição das pessoas a quem se escreve e antes deixar
mais do que menos; mas principalmente é preciso tomar cuidado que a primeira palavra do corpo da carta não possa fazer ligação, e como um mesmo período com o de Senhor: assim, se depois de Senhor se iniciasse a leitura da seguinte expressão: Seu lacaio
veio me dizer… É preciso também evitar isso ao falar.

Seria muito a desejar que os cristãos começassem suas cartas pelas palavras de que ordinariamente São Paulo se serve nas cartas que escreve: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco ou conosco. As pessoas de posição superior devem dizer convosco e as iguais, conosco. Para pessoas inferiores, a cortesia quer que ao escrever a pessoas que lhes são superiores, comecem por pedir-lhes
a bênção e manifestar sua inteira e sincera submissão.

Quando se escreve a pessoas de posição eminente, não convém utilizar o tratamento pelo pronome "vós" ou "Senhor", mas ao se dirigir a elas, deve-se empregar o termo que expressa o título de sua
posição social. Assim, em vez de dizer vós, deve-se dizer ao príncipe: Vossa Alteza; 
aos bispos, aos duques e pares e aos ministros de Estado: Vossa Excelência; 
aos religiosos qualificados: Vossa Reverência; 
às pessoas a quem se deve respeito, convém repetir de tempos em tempos no corpo da carta: meu senhor, ou minha senhora. Contudo é preciso tomar cuidado para não o colocar duas vezes no mesmo período e não o colocar depois da palavra "de mim" ou de uma pessoa inferior; em geral deve-se colocar a palavra Senhor depois de Vós, assim: É de vós, Senhor, que recebi este benefício.

No corpo da carta deve-se empregar o termo que expressa o título honorífico, cada vez que for possível de maneira natural e sem o buscar de longe, do contrário deve-se usar o termo "vós".

Ao usar o título honorífico é preciso colocar a frase na terceira pessoa, dizendo, por exemplo: Vossa alteza, Senhor, me permitirá dizer-lhe; Vossa Excelência sabe perfeitamente o que aconteceu, etc.

Deve-se escrever este termo que marca a qualidade, por inteiro pelo menos na primeira vez que aparece em cada página, e quando se abrevia, para Vossa Majestade, se usa V. M., para Vossa Alteza, V. A., e assim para os demais.

Coloca-se o termo Senhor, ou Meu Senhor, no fim da carta de acordo com a posição da pessoa a quem se escreve; e este nome, Senhor, deve estar no meio da parte em branco do papel que sobra no fim da carta e seguido das seguintes palavras: Vosso humilde e
obediente servo. O termo Meu Senhor se coloca o mais em baixo possível; e se, na carta se utilizou um título honorífico da pessoa à qual se dirige, no fim da carta, depois do termo Meu Senhor, deve-se colocar mais um pouco mais baixo, assim: Meu Senhor, de vossa Alteza, de Vossa Excelência, ou de Vossa Grandeza, o
humilde , etc.

Ao escrever deve-se tomar cuidado de utilizar termos educados e corteses, obrigatórios no uso da conversação, a fim de observar as regras da civilidade.

Não é permitido usar esses termos de serviço e amizade quando se trata de pessoas de posição superior ou com aquelas a quem se deve consideração e respeito. Somente se deve usá-los com pessoas que são pelo menos um pouco inferiores. Por exemplo não se deve dizer: Vós me fizestes esta gentileza, etc., mas:

Vós, Senhor, tivestes a bondade de me prestar este favor.

É preciso que o estilo da carta seja de acordo com o assunto tratado. Se, por exemplo, se fala de um negócio sério, é preciso que o estilo seja sério e deve-se evitar alguma expressão familiar, e mais ainda os termos ridículos. Também se deve fazer de modo que o estilo seja claro e conciso, pois convém, nas cartas, esforçar-se para colocar as coisas em poucas palavras, esta é a maneira que tem melhor clareza e que mais agrada. Se a carta que se escreve é uma resposta, deve-se primeiro indicar a data da carta que se recebeu e
responder artigo por artigo a todos os temas e depois acrescentar o que se tem a mais para dizer.

Quando se tem ainda muita coisa a escrever e se nota que não vai haver suficiente espaço para colocar a palavra "Senhor" no seu devido lugar, o jeito é adaptar a letra de modo que possam sobrar pelo menos duas linhas para a página seguinte, porque nunca deve haver menos de duas linhas numa página.

No fim da carta, como sinal de submissão para com a pessoa a quem se escreve, colocam-se estas palavras: Vosso muito humilde e obediente Servidor. E elas são colocadas em duas linhas no fim e no canto do papel, do lado direito. Sempre é com estes termos que
se termina uma carta porque não temos outros sinais para expressar nosso respeito. Quando um filho escreve a seu pai, ele escreve: Vosso filho muito humilde e obediente. Um súdito a seu Rei usa os
termos seguintes: Senhor, de Vossa Majestade, o muito humilde, obediente e fiel súdito.

Quando se escreve a um seu igual ou a uma pessoa que é de condição abaixo da sua, sempre se devem utilizar termos que manifestam respeito ao tratar a pessoa a quem se escreve como se estivesse simplesmente acima de si, e nunca usar outro termo que indique amizade ou familiaridade. Quando se escreve a uma pessoa que é de condição muito abaixo de si como poderia ser um operário ou um agricultor, escreve-se-lhe ordinariamente sem o apelidar de

Senhor; e no fim se coloca imediatamente: Sou com muita estima a seu dispor.

Para terminar, devem-se colocar sempre estes termos: Vosso humilde, etc. no nominativo ou no acusativo e nunca no genitivo ou no dativo, por exemplo: Sou vosso, etc: e não: Mande a vosso, ou,
Receba de vosso, etc.

Quando se escreve, a cortesia pede que sempre se coloque a data do mês e do ano em que se escreve, e não a do dia da semana; e para maior respeito, deve-se colocar bem no fim da página em que a carta termina, do lado esquerdo, por baixo da palavra Senhor.

Entretanto, nas cartas de negócios é mais conveniente colocar a data no começo, logo no alto, no lado direito, porque facilita ao destinatário saber a data antes de a ler. Pode-se também fazer assim quando se escreve a uma pessoa familiar ou inferior.

Ao escrever para uma pessoa de condição superior, seria totalmente contra o respeito deixar, no fim da carta, saudações a outras pessoas; e o seria ainda muito mais enviar saudações ou recomendações para pessoas muito acima de nossa condição pessoal, ou dar-lhes, por carta, semelhante incumbência. Isto só
é permitido entre amigos e entre pessoas de mesma condição ou os familiares. Este ato de cortesia, no fim da carta, se faz ordinariamente assim: Permita-me Senhor, por obséquio, transmitir ao Senhor N. ou à Senhora N. os meus humildes serviços e respeitos, ou: Peço-lhe humildemente que assegure e transmita,
por favor, ao Senhor, N., Senhora N, minhas humildes saudações.

Se a carta for escrita dos dois lados, até em baixo, não é educado colocá-la assim no envelope, mas convém cobrir a última página com uma folha de papel em branco e a juntar à carta escrita, de modo que exceda a carta por uma pequena margem.

Ao escrever a uma pessoa a quem se deve muito respeito, a cortesia requer que se insira a carta num envelope branco e perfeitamente limpo e se escreva o endereço no envelope e não sobre a carta.

O endereço de uma carta se inicia pelos termos:

"Para" o Senhor, Senhor. Para, se coloca no alto da carta, no início da linha, no lado esquerdo, em seguida "Senhor"; ou então: Para o Senhor tudo em seguida se coloca no fim da mesma linha, ao lado direito; na parte de baixo do envelope ou no verso da carta repete-se a palavra Para o Senhor, em seguida se coloca o nome da pessoa à qual se escreve, sua qualidade e sua casa, da seguinte maneira:

Senhor N. Conselheiro do Rei… rua…… e bem em baixo, no canto da carta, lado direito, coloca-se o nome da cidade em que mora essa pessoa; por exemplo, em Paris, se ela mora em Paris. É muito descortês da parte de quem escreve colocar a tarifa postal da carta, colocando, por exemplo, (por três soles). Ao escrever a uma pessoa de condição social muito acima da de quem escreve, ordinariamente se coloca no alto da carta, no meio da linha: "Para" e, pelo meio do papel, o resto do endereço em seguida, e bem em baixo, no canto, o nome da cidade em que mora a pessoa a quem se escreve. Para uma pessoa de mesma posição social, ou familiar, ou inferior pode-se escrever com um bilhete. Isto também se pode fazer com pessoas que são de posição superior, quando se lhes
escreve muitas vezes. No bilhete, o endereço se coloca como nas cartas.
Quando algum de nossos amigos nos pede, ou quando alguma pessoa a quem devemos respeito nos manda abreviar as cerimônias que se usam ao escrever cartas e que escrevamos com bilhetes, isto é, diretamente sem colocar no cabeçalho Senhor, e sem deixar espaço, então deve se fazer isso para não se tornar incômodo e por respeito por quem o manda.
Quando se escreve um bilhete, deve-se colocar Senhor no corpo do bilhete, depois das primeiras palavras, assim: "Sabeis, Senhor, que", etc. e o escrever e repetir como numa carta. E no fim, deve-se
colocar sem mais: "Sou perfeitamente, Senhor, vosso muito humilde e obediente servidor".
Nunca se deve ler carta ou bilhete ou papel; e também não se deve ler quando se está em companhia de outra pessoa, a menos que haja tanta urgência que não se possa deixar de fazê-lo. Nem sequer é permitido fazê-lo na presença de outra pessoa, exceto quando se é de posição social muito superior à dela.

Quando alguém for obrigado a ler uma carta na presença de pessoas, ele deve pedir desculpas ao grupo e pedir-lhe que não ache ruim responder à pessoa que a trouxe. Em seguida deve levantar-se, caso estiver sentado, e retirar-se à parte para ler a carta em voz baixa.

Quando se começou a ler em voz alta uma carta ou qualquer outra coisa é completamente descortês ler em voz baixa ou entre os dentes uma passagem para a comunicar a uma pessoa e mantê-la em segredo para outras. E quando se leu uma carta em lugar afastado, é bom e educado comunicar ao grupo o conteúdo que se
pode dizer-lhe, principalmente se for alguma notícia, para não aparecer misterioso nos próprios negócios.
Quando alguém traz uma carta a outra pessoa, e se quem a traz é de posição superior e se essa carta se refere
a negócios de quem a recebe, o que facilmente se pode adivinhar, quem a recebe não a deve abrir nem ler diante dessa pessoa.
Se essa carta se referir a interesses da pessoa que a traz, convém abri-la em sua presença, fazendo-lhe antes alguma gentileza.

Quando se perceber que alguém quer ler uma carta em segredo, ninguém se deve aproximar, a não ser que quem a lê, o peça.
 

F I M

 São João Batista de La Salle (1651-1719) 

Da maneira de se haver ao andar pelas ruas e nas viagens de carruagem e a cavalo

AS REGRAS DE CORTESIA


SEGUNDA PARTE
Da cortesia nas ações comuns e ordinárias


CAPÍTULO IX

Da maneira de se haver ao andar pelas ruas e nas viagens de carruagem e a cavalo

Ao andar pelas ruas é preciso prestar atenção para caminhar nem lentamente nem depressa demais.

A lentidão no andar é sinal de peso ou de negligência; mas andar rápido demais é mais inconveniente pois é mais contra a modéstia.

Não é bom ficar parado nas ruas, mesmo para falar com alguém, a menos que haja alguma necessidade, e mesmo então deve-se fazê-lo por pouco tempo.

Em viagem com uma pessoa a quem se deve respeito, a cortesia pede que nos acomodemos a tudo, achemos tudo bom, não causemos aborrecimentos em nada, nunca nos façamos esperar, sempre estejamos prontos a prestar serviço a todos os outros. Há gente que, em viagem, nunca acha que tem boa cama, julga tudo ruim e nada bem feito, sempre está incomodando os outros.

Se na viagem acontece que sejamos obrigados a dormir no quarto com uma pessoa a quem devemos respeito, a civilidade requer que a deixemos despir-se e deitar-se em primeiro lugar e depois nos despir em lugar afastado e perto da cama em que devamos deitar,

depois deitar mansamente e sem fazer qualquer ruído durante a noite.

A honestidade exige também que, assim como nos deitamos por último, nos levantemos por primeiro, porque não é cortês que uma pessoa que se deve honrar nos veja sem roupa, nem alguma peça de nossa roupa espalhada por ali.

Ao chegar ao lugar de pernoitar é muito mal educado correr para os quartos ou às camas para escolher os melhores. Seria muito descortês se uma pessoa de situação social muito abaixo de outra

tomasse para si o que há de bom e cômodo num alojamento ruim, sem se incomodar que os outros tenham menos conforto.

Ao subir numa carruagem sempre se deve tomar o assento pior quando se é de situação inferior à pessoa com que se sobe.

Numa carruagem normalmente há dois assentos no fundo e dois na frente; o primeiro assento é o da direita do fundo e o segundo é o da esquerda; e no caso de haver três assentos, o terceiro é o do meio. Se houver duas portas, o primeiro lugar está na direita e o segundo à esquerda e os assentos do lado do fundo são os principais.

Se subirmos a uma carruagem com uma pessoa de posição social superior ou que devemos honrar, o respeito para com ela exige que a deixemos subir em primeiro lugar e subirmos por último. Contudo, se essa pessoa mandar que subamos na carruagem antes dela, embora não se deva fazê-lo sem muita insistência, devemos aceitar com manifestação de nos fazer violência, em seguida, sentar-nos no último assento e não tomar um assento melhor se não formos forçados a isso.

Podemos e devemos colocar-nos no fundo da carruagem, se a pessoa de posição com a qual estamos o mandar, e colocar-nos perto dela, se o deseja; porque não é permitido sem ordem expressa. Também não é cortês tomar o assento dianteiro frente a frente com ela; mas devemos retirar-nos para a esquerda de modo que fiquemos de lado dela e não colocar o chapéu sem que

ela insista.

Ao andar de carruagem é muito descortês olhar na face de quem quer que seja das pessoas que ali se encontram; apoiar-se contra o encosto e encostar-se em qualquer lugar. Deve-se manter o corpo ereto e modesto, os pés juntos quanto possível; não cruzar as

pernas e não colocá-las perto demais das dos outros, a não ser que se esteja muito apertado e não se possa fazer de outra maneira.

Também é muito indecente e totalmente descortês cuspir na carruagem e quando se for obrigado a cuspir nela, deve-se fazê-lo no lenço; e no caso de cuspir pela porta, o que não é bem correto,

exceto quando sentado, deve-se então levar a mão à face para a cobrir.

Ao sair de uma carruagem, a civilidade exige que se desça por primeiro sem esperar que alguém o diga, a fim de oferecer a mão à pessoa de posição quando ela descer, homem ou mulher, para lhe ajudar a baixar. Também se deve descer pela porta mais próxima, se não houver inconveniente, mesmo se não houver ninguém para abrir a porta, é de conveniência apressar-se para o fazer. Quando uma pessoa de qualidade ao descer da carruagem mandar permanecer nela para o aguardar ali, é de boa educação descer ao

mesmo tempo do que ela, tanto por respeito, quanto para lhe ajudar e subir em seguida. Deve-se também descer quando ela quiser voltar à carruagem e subir depois.

Quando alguém está na carruagem e se encontra num lugar por onde passa o Santíssimo Sacramento, deve baixar do carro e ficar de joelhos; se for uma procissão ou um enterro, ou o Rei, a Rainha, os príncipes mais próximos do sangue real, ou as pessoas de caráter ou dignidade eminente, é dever e respeito parar o carro até que eles tenham passado; permanecendo os homens sem chapéu e as mulheres com a máscara levantada.

Não é educado subir na carruagem ou montar a cavalo diante de uma pessoa para com a qual se deve ter consideração. Se não se consegue educadamente que ela se retire antes de subir ou montar, convém estacionar a carruagem ou o cavalo mais adiante até

que não sejam mais vistos e subir então.

Quando se está a cavalo com uma pessoa que se deve honrar, a boa educação requer que se deixe que ela monte primeiro e ajudá-la nisso e segurar o estribo.

Assim como ao estar a pé, deve-se lhe ceder o primeiro lugar e andar um pouco atrás dela, ajustando o ritmo com o dela. Contudo, se está do lado do vento e se joga poeira sobre essa pessoa, se deveria trocar de lugar.

Ao encontrar um riacho, um vau ou um lodaçal a atravessar, é dever e razão passar em primeiro lugar, e quando se estiver atrás e tiver de passar depois da pessoa a quem se deve respeito, é preciso afastar-se dela suficientemente, para que o cavalo não jogue água

ou lama sobre ela. Quando essa pessoa galopar, deve-se tomar cuidado para não andar mais depressa do que ela e não querer mostrar as boas qualidades de seu cavalo, exceto se essa pessoa o mandar expressamente.

 São João Batista de La Salle (1651-1719)